As ararinhas-azuis que testaram negativo para o circovírus dos psitacídeos foram transferidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para um centro especializado vinculado à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE). A medida faz parte das ações emergenciais para conter a disseminação da doença e garantir a continuidade do programa de conservação da espécie.
Ao todo, 69 aves foram retiradas do criadouro após exames apontarem que estavam livres do vírus. Elas permanecerão no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna) por tempo indeterminado, onde passarão por quarentena, novos testes e acompanhamento veterinário antes que qualquer decisão sobre seu futuro seja tomada.
Separação busca proteger aves saudáveis
Segundo o ICMBio, dos 103 indivíduos mantidos no criadouro, 34 tiveram resultado positivo para o circovírus dos psitacídeos. A separação entre aves infectadas e saudáveis é considerada essencial para reduzir o risco de transmissão e preservar os exemplares livres da doença.
O circovírus é uma enfermidade grave que afeta principalmente araras, papagaios e periquitos. A doença provoca alterações nas penas e no bico, compromete o desenvolvimento das aves e, na maioria dos casos, leva à morte. Até o momento, não existe tratamento curativo. O vírus não representa risco para seres humanos nem para aves de produção.
Conservação da espécie segue como prioridade
O ICMBio destaca que a transferência das ararinhas-azuis negativas para o vírus é uma medida estratégica para garantir o bem-estar dos animais e dar segurança ao programa de reintrodução da espécie na natureza.
Considerada uma das aves mais raras do planeta, a ararinha-azul passou décadas extinta na natureza, e sua recuperação depende de rigorosos protocolos sanitários e de conservação. As aves permanecerão sob monitoramento especializado até que novas avaliações confirmem suas condições de saúde.
Fonte: GOV/ICMBio, adaptado pela equipe Cães&Gatos.
FAQ sobre a transferência das ararinhas-azuis
Por que as ararinhas-azuis foram transferidas?
Porque testaram negativo para o circovírus e precisavam ser separadas das aves infectadas para reduzir o risco de contaminação.
O que acontecerá com as aves no novo centro?
Elas permanecerão em quarentena, receberão cuidados veterinários e passarão por uma nova rodada de exames antes de qualquer definição sobre seu destino.
O circovírus oferece risco às pessoas?
Não. O vírus afeta psitacídeos, como araras e papagaios, mas não infecta seres humanos nem aves de produção.
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