Cerca de 60 mil cães na Espanha vivem com epilepsia, o que representa aproximadamente 0,6% dos quase dez milhões de animais no país.
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Os dados foram divulgados pela Real Sociedad Canina de España (RSCE) por ocasião do Dia Internacional da Epilepsia, celebrado em 9 de fevereiro.
A entidade aproveitou a data para alertar sobre a relevância da criação responsável e criteriosa, com o objetivo de reduzir a transmissão hereditária da condição neurológica e preservar a saúde das próximas gerações.
Predisposição genética em algumas raças
Segundo a RSCE, embora qualquer cão possa desenvolver epilepsia, determinadas raças apresentam maior predisposição genética. Entre elas estão o Pastor Alemão, Beagle, Labrador Retriever, Boxer e Pug.
Estudos veterinários — incluindo pesquisas conduzidas pelo The Royal Kennel Club, do Reino Unido, integrante da Federação Cinológica Internacional (FCI) — apontam essa tendência em linhagens específicas.
A idade também influencia o tipo de epilepsia diagnosticada. Cães mais jovens tendem a apresentar epilepsia idiopática, forma mais comum e associada a fatores genéticos ou causas ainda não totalmente esclarecidas.
Já a epilepsia estrutural, menos frequente, está relacionada a lesões ou doenças cerebrais e é mais observada em animais mais velhos.
Diagnóstico precoce e orientação ao responsável
A Comissão Científica e o Comitê de Direção da RSCE destacaram que o diagnóstico precoce é fundamental para preservar o bem-estar do animal.
A organização desenvolveu recomendações para orientar o responsável sobre como agir durante episódios de crise.
De acordo com Joaquín Cerdeira, médico-veterinário e integrante da Comissão Científica da entidade, “a epilepsia não é sinônimo de má qualidade de vida se for tratada com responsabilidade, informação e supervisão profissional. O envolvimento de toda a cadeia — criadores especializados, veterinários e responsáveis — é essencial para melhorar o bem-estar dos cães afetados e avançar na prevenção da transmissão genética da epilepsia”.
A entidade reforça que o acompanhamento veterinário contínuo e a orientação adequada ao responsável são determinantes para o controle das crises e para a qualidade de vida do animal.
O levantamento reforça a importância da conscientização sobre doenças neurológicas em cães e da atuação conjunta entre criadores, profissionais e responsáveis na prevenção e no manejo adequado da epilepsia.
Fonte: Veterinaria Atual, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre epilepsia em cães na Espanha
Quantos cães são afetados pela epilepsia na Espanha?
Segundo a RSCE, cerca de 60 mil, o que corresponde a aproximadamente 0,6% da população canina do país.
Todas as raças podem desenvolver epilepsia?
Sim, mas algumas apresentam maior predisposição genética, como Pastor Alemão, Beagle, Labrador Retriever, Boxer e Pug.
A epilepsia compromete necessariamente a qualidade de vida do cão?
Não. Com diagnóstico precoce, acompanhamento veterinário e manejo adequado, muitos cães mantêm boa qualidade de vida.
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