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maioria vem de resgates diretos e rede de contatos

Adoção de pets no Brasil: maioria vem de resgates diretos e rede de contatos

A adoção de cães e gatos no Brasil segue um padrão bem definido: a maior parte acontece de forma direta, sem intermediação de instituições. 

Segundo pesquisa da GoldeN em parceria com a Opinion Box, 8 em cada 10 pets adotados no país chegam aos lares por meio de resgates feitos pelo próprio responsável ou por indicação de amigos e familiares.

O estudo revela que 34% dos animais foram retirados das ruas pelos próprios adotantes, enquanto 46% vieram da rede de contatos. 

Já a participação de ONGs e abrigos ainda é limitada: apenas 18% das adoções passam por essas instituições, sendo 9% por ONGs e 9% por abrigos.

A predominância dos vira-latas nos lares brasileiros

A pesquisa também confirma uma característica marcante do perfil dos pets no país: a forte presença dos animais sem raça definida (SRD). Entre os gatos, eles representam 75% dos casos. Já entre os cães, lideram com 28%.

Apesar disso, o preconceito ainda é um obstáculo. Cerca de 60% dos entrevistados acreditam que existe discriminação contra vira-latas. 

Em contrapartida, há uma percepção positiva: 86% defendem que a adoção desses animais deve ser mais incentivada.

Dia Mundial do Animal de Rua reforça a urgência do tema

Os dados foram divulgados em 4 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial do Animal de Rua — um momento importante para ampliar o debate sobre adoção responsável.

A urgência é evidente: o Brasil tem cerca de 30 milhões de cães e gatos abandonados, segundo estimativas da OMS. 

O cenário reforça a necessidade de ampliar a visibilidade de ONGs e abrigos, que ainda têm papel secundário nas adoções.

Na edição anterior da pesquisa, esse índice era de 21%, mostrando uma leve queda na participação dessas instituições.

Desafios da adoção responsável vão além do resgate

Adotar é apenas o primeiro passo. A permanência do animal no novo lar depende de uma série de fatores que ainda representam desafios para muitos responsáveis.

Entre os principais motivos para devolução estão:

  • Problemas financeiros (48%);
  • Dificuldades com o comportamento do animal (39%).

A pesquisa também evidencia diferenças entre gerações. Pessoas mais jovens (18 a 29 anos) apontam a instabilidade financeira como principal obstáculo. 

Já os responsáveis mais velhos relatam falta de tempo e dificuldade em lidar com o comportamento dos pets.

Apoio e orientação são chave para evitar abandono

Um dado chama atenção: 87% dos entrevistados acreditam que suporte e orientação após a adoção são fundamentais para evitar o abandono.

Entre as principais demandas estão:

  • Consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%);
  • Campanhas educativas sobre posse responsável (55%).

O levantamento aponta um caminho claro: ampliar o acesso à saúde veterinária e investir em educação são medidas decisivas para garantir o bem-estar dos animais e a continuidade das adoções.

Histórias de adoção ganham espaço em exposição virtual

A iniciativa “A Vida que Compartilhamos”, criada em parceria com o Museu da Pessoa, reúne relatos que mostram o impacto transformador da convivência com cães e gatos.

A proposta é destacar como os pets vão além da companhia: eles influenciam relações, ajudam a enfrentar momentos difíceis e até redefinem o conceito de família ao longo das gerações.

Fonte: IstoÉ Pet, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre adoção de pets no Brasil 

Por que a maioria das adoções não acontece via ONGs?

Principalmente por falta de visibilidade dessas instituições e pela cultura de resgates diretos ou adoções por indicação de conhecidos.

Quais são os principais motivos de devolução de pets?

Os mais citados são dificuldades financeiras e problemas comportamentais dos animais.

O que pode ajudar a reduzir o abandono?

Acesso a atendimento veterinário, orientação pós-adoção e campanhas educativas sobre responsabilidade com os pets.

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